Cavalhadas de PirenópolisIntroduzidas em Pirenópolis pelo padre Manoel Amâncio da Luz, em formato de peça teatral intitulada “O Batalhão de Carlos Magno”, acontecem desde 1826. A cidade mantém forte essa tradição, tendo como pontos motivadores para manter viva tanta cultura, a beleza do espetáculo e o prazer pela montaria.

A cidade se mobiliza uma semana antes das encenações, para que tudo ocorra como dita a tradição. As tropas percorrem em cortejo, de casa em casa, acompanhadas pela Banda de Couro, convocando os cavaleiros para os ensaios. Tudo regado a muita música, comidas típicas, danças e muitas orações.

campo_das_cavalhadasA encenação é apresentada após a Festa do Divino Espírito Santo. É um espetáculo de muita tradição, que representa tudo, detalhadamente. São dois exércitos, contendo doze cavaleiros cada, que, durante três dias, se apresentam para um público de milhares de pessoas.

O belo espetáculo tem como palco o Campo das Cavalhadas, também conhecido como Cavalhódromo, que fica localizado no Centro de Pirenópolis. O campo é marcado com linhas brancas feitas de cal e, no campo dos cristãos, escondida em um arbusto, fica o espião mouro vestido de onça.

Os Cristãos se vestem com as cores azul e branco, e se apresentam pelo lado do poente. Os Mouros entram no campo pelo lado do nascente, vestidos de vermelho. Vale lembrar que, na cidade, tais cavaleiros são prestigiados pela saudosa população, que apoia e se orgulha do trabalho que eles realizam a cada ano.

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Outro ícone marcante das Cavalhadas são os Mascarados, verdadeiros ícones de alegria, algazarra, folclore e de liberdade artística. Eles cobrem todo o corpo para não serem identificados, e chegam até a mudar de voz. Suas roupas de cetim são coloridas e extravagantes. Usam máscaras tradicionais, feitas de papel, imitando caras de boi, onça e homem, enfeitadas com flores de papel. A figura do mascarado desperta curiosidade e tem importante participação nas Cavalhadas.

Alguns dizem que a sua origem está ligada a Portugal, podendo, também, ser de influência africana. A certeza é que os Mascarados alegram todas as Cavalhadas do Brasil. Em Pirenópolis, saem às ruas, a pé ou a cavalo, a partir do sábado, sendo em totalidade, principalmente, no domingo do Divino, no Campo das Cavalhadas. Após apresentações folclóricas, são convidados a entrar no campo para cantar o Hino do Divino Espírito Santo, ficando, alguns, em pé sobre seus cavalos. Em seguida, são convocados a se retirar do campo, para que os cavaleiros entrem e deem início ao primeiro dia da batalha.

mascarado_pirenopolisAlguns aproveitam o momento festivo e fazem manifestações, pequenos protestos ou críticas políticas, sem deixar de ser uma manifestação de alegria e descontração. Os Mascarados são símbolos vivos de cultura e tradição, representantes do folclore pirenopolino.

A paixão pela Festa do Divino e pelas Cavalhadas é tão grande, que acontecem releituras infantis da festa:


Cavalhadinha da Vila Matutina

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É uma releitura infantil da “Cavalhadas” e da “Festa do Divino Espírito Santo”.

Em 1960, no Largo do Asilo, foi encenado seu primeiro formato, por meninos que, mais tarde, vieram a ser cavaleiros e quem ensaiava toda essa criançada, na época, era o Sr. João Luiz Pompeu de Pina, cavaleiro experiente, que repassou seus conhecimentos para a garotada da Vila Matutina, criando, assim, a nova geração de possíveis cavaleiros. Ano após ano, as encenações continuaram a acontecer, mudando apenas os locais das apresentações.

Com a dedicação do Sr. João Luiz, a participação da comunidade e a dedicação das crianças, surgiu a “Festa do Divino Infantil na Vila Matutina”. A reprodução é perfeita e só as crianças participam das encenações.

A Cavalhadinha da Vila Matutina, a cada ano, cresce mais. Já está inclusa no Calendário de Festas Tradicionais de Pirenópolis e vem se tornando reconhecida e prestigiada pela população, ocupando lugar de destaque na cultura da cidade.


Cavalhadinha Mirim

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Realizada desde 1997, a Cavalhada Mirim do Centro é um resumo das “Cavalhadas”. Foi idealizada por Eduardo Tadeu do Nascimento, que, além de ser o coordenador e fundador da Cavalhada Mirim, também preside a Associação da Cavalhada Mirim do Centro.

A Cavalhada Mirim acontece graças à colaboração dos pais das crianças participantes e de diversas pessoas da cidade, algumas mais diretamente, como a Dona Conceição, Marilene Luiza, Ângela Vieira, Celmo Vieira e também os integrantes da Associação da Cavalhada Mirim, Reinaldo Vieira, Eleuza Donizete e Renato Rodrigues.

A Cavalhada Mirim está inclusa no Calendário de Festas Tradicionais de Pirenópolis, e conta com o apoio da Prefeitura e da Secretaria de Cultura da cidade de Pirenópolis para sua realização.