Dia da Telefonista: Conheça a história do primeiro telefone de Pirenópolis

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Atualizado em 29 de junho de 2021, às 15:08

Dia da Telefonista: Conheça a história do primeiro telefone de Pirenópolis

Atualmente, é quase impossível imaginarmos a vida sem telefone. Muito além de ligações, hoje, os aparelhos carregam inúmeras funções e possibilidades que facilitam nosso dia a dia.

Mas, para que pudéssemos usar nossos smartphones, foi preciso que o primeiro telefone fosse criado a mais de um século atrás.

O telefone foi inventado por volta de 1860 pelo italiano Antonio Meucci. Mas, foi com a invenção de Alexander Graham Bell, em 1876, que o aparelho de transmissão de voz ficou mundialmente conhecido.

Eram tantas pessoas querendo o telefone que foi necessário a criação de centrais telefônicas para fazer a conexão correta.

Foi assim que surgiu a primeira central telefônica em Connecticut, nos Estados Unidos, em 1878. Consequentemente, foi assim que surgiu também o trabalho das telefonistas.

Hoje, 29 de junho, comemora-se o Dia da Telefonista. No Brasil, a atuação da telefonista era indispensável até a década de 1980 e, hoje, mesmo diante do processo de automação da telefonia, ainda é essencial para grandes empresas.

Em homenagem à profissão, contamos sobre o primeiro telefone de Pirenópolis.

Conheça a história do primeiro telefone de Pirenópolis

Antes de chegarmos à Pirenópolis, é necessário entender o contexto histórico. O telefone chegou no Brasil no ano de 1877. O primeiro aparelho foi fabricado para Dom Pedro II e instalado no Palácio Imperial de São Cristovão, localizado na Quinta da Boa Vista, hoje o Museu Nacional no Rio de Janeiro.

Muito avanço nesse meio veio desde então. Em 1880 surgiu a companhia telefônica Brazilian Telephone Company. Em 1883 surgiu a primeira linha interurbana e ligava o Rio de Janeiro com a cidade de Petrópolis.

A primeira concessão para outros estados foi realizada em 1882, para atender as cidades de São Paulo, Campinas, Florianópolis, Ouro Preto, Curitiba e Fortaleza.

Na maioria das outras regiões do Brasil, a telefonia foi implantada entre 1882 e 1891.

Em 1923 é criada a Companhia Telefônica Brasileira, a maior empresa de telefonia do Brasil até a criação do sistema Telebras em 1972.

Em Pirenópolis, o primeiro posto telefônico da cidade foi instalado em 1969 e funcionava na casa da própria telefonista, na Rua Nova e, posteriormente, na Rua Direita.

Em 1969 o serviço passou a ter sede própria. Na administração do prefeito Emmanoel Jayme Lopes foi construído, ao lado da Igreja Matriz e em frente ao teatro, o Centro Telefônico de Pirenópolis. A empresa responsável pela instalação na época foi a Sobratel  Anteriormente, no lugar havia um quiosque do Melquiades.

Dia da Telefonista: Conheça a história do primeiro telefone de Pirenópolis

Foto de 1950 do local onde foi construído o Centro Telefônico. Anteriormente, no lugar havia um quiosque do Melquiades. Foto: Grupo Fotos Antigas de Pirenópolis

Houve uma coleta de assinantes para levantar o dinheiro necessário para aquisição dos materiais. A prefeitura era responsável pelas despesas com manutenção.

O Centro Telefônico contava com quatro telefonistas.

Dia da Telefonista: Conheça a história do primeiro telefone de Pirenópolis

Foto: Livro O Furacão Histórico

Em 1981 a empresa Telegoiás inaugurou, na avenida Sizenando Jayme, um posto telefônico hoje desativado devido à privatização. Também foi neste ano que as ligações por DDD (discagem direta à distância) foram implantadas.

Em 1982 o Centro Telefônico ao lado da Matriz foi demolido.

O telefone celular chegou à cidade em 1998 por uma torre instalada no alto do morro do Frota. A empresa Telegoiás Brasil Telecom foi a responsável pela implantação do serviço que visava atender principalmente aos turistas. Os habitantes, no entanto, foram contemplados com 200 linhas para ligações locais.

Em 2000, a empresa Americel iniciou a instalação de uma antena no morro do Frota.

 

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Fontes: CARVALHO, Adelmo. Pirenópolis Coletânea 1727-2000: História, Turismo e Curiosidades, pág. 90, 2001.

JAYME, Irnaldo. O Furacão Histórico, páginas 133-114, 1969.

 

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