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Mascarados de Pirenópolis, Goiás

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Mascarados é uma manifestação folclórica de Pirenópolis, que a acontece durante as Cavalhadas, na Festa do Divino Espírito Santo. Usando roupas extravagantes e máscaras com caras de animais, mais comumente boi e onça, montados a cavalo ou mesmo a pé, os mascarados saem fazendo algazarras pelas ruas da cidade e dançando nas casas em que, para isso são convidados.

Os mascarados são figuras de suma importância na festa, graças à sua beleza, evolução e o colorido de suas roupas. Sendo as Cavalhadas a maior festa popular da cidade de Pirenópolis, seria impossível a mesma não ser alvo de protestos e manifestações. E os mascarados são a principal ferramenta da população pirenópolina que quer se expressar, sem ser identificado, claro.

A incerteza de sua origem se contradiz em histórias contadas pela cidade, como a destruição do antigo garimpo na região do Abade, que havia sido provocada por pessoas mascaradas, e a exclusão social em tempos remotos, onde apenas pessoas da alta sociedade podiam ser cavaleiros, gerando assim a figura folclórica que “atrapalharia” de forma divertida o evento.


As mascaras usadas durante as cavalhadas variam de tradicionais a profanas. As tradicionais são confeccionadas artesanalmente a partir de papel e representam figuras como a onça pintada, o boy e o próprio homem. Já as mascaras profanas são comercias, parecidas com as de halloween, representando monstros ou caseiras feitas de pano escuro e pintadas na maioria das vezes.


Comumente um corte do tecido chitão é usado para cobrir os cavalos dos mascarados ou até para confeccionar sua roupa, que visa proteger todo seu corpo, finalizando em luvas e botas para a difícil identificação do individuo. Outros, que desejam se destacar de forma categórica, vestem roupas de cores distintas, bem trabalhadas em detalhes, chegando a rivalizar com a beleza dos cavaleiros, estes quase sempre adotam as mascaras tradicionais enfeitando os cavalos com flores e pinturas nos cascos.

Mas não há regra geral para os mascarados, roupas de mulheres, roupas com acolchoados que inflam seu usuário (dando a aparência gorda ao mesmo), pouca roupa (como os que imitam os índios e bebês), fardas e tudo mais que a criatividade convém. Por fim o mascarado é o animador da festa, falando de forma rouca para não ser identificado e apreciando uma doação monetária ou bebida (principalmente alcoólica) do público do evento, dando cor e alegria a festa e se firmando como figura símbolo das Cavalhadas de Pirenópolis.

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