Inconclusões

 em Colunistas de Pirenópolis

Pensando aqui com meus botões, cheguei a conclusão de que não tenho quaisquer conclusões. Ano eleitoral de novo e eu me pego com a mesma dúvida de quando votei pela primeira vez (nas últimas eleições municipais eu havia acabado de completar a maioridade estreei meu ‘direito’ de cidadã): será que vou fazer merda?

Com o perdão da palavra, foi isso mesmo o que eu pensei. “Putz, vou ajudar a decidir quem vai administrar minha cidade e seus recursos, além de zelar pelo povo daqui”, pensava eu com frio no estômago, do jeito que só as pessoas que fazem algo importante pela primeira vez podem sentir.

Ora pois, aqui estamos depois de quatro anos. Outra chance, outra escolha, outra indecisão. O pior é que, dessa vez – visitando menos a terrinha -, a chance de errar é muito maior, porque estou fora do dia-a-dia da cidade e entendo menos do cenário político.

Não sei bem quem deve entrar ou sair, quem manda e/ ou o quem obedece, sei apenas que a cidade espera por muitos cuidados. Há pontos a melhorar, outros a serem criados, construídos, implantados. Deixar o progresso chegar sem ameaças ao patrimônio, melhorar a infraestrutura, a comunicação com os pirenopolinos e os turistas, e uma série de outros fatores.

Tenho medo de escolher mal. Tenho medo de me decepcionar, de decepcionar as pessoas que ainda não fazem parte dessa escolha, de não tratar minha cidade com o compromisso e o respeito que lhes são devidos.

Pirenópolis é linda – sem dúvidas -, mas deve ser muito mais que isso. Como uma mulher bonita, deve ter algo além da beleza. Tem que oferecer conteúdo, ter um ‘bom papo’, ser idônea e mostrar que pode chamar mais atenção para seus argumentos e ideias que para suas pernas.

Da mesma forma precisa ser o município. A antiga Meia Ponte tem que continuar alimentando suas manifestações culturais, oferecer aos visitantes uma estrutura sólida de recepção, praticar preços razoáveis e de acordo com o mercado (no que diz respeito ao lazer e ao turismo). É preciso mostrar que existe na cidade mais que cachoeiras ou traços arquitetônicos perfeitos para fotografias. Apontar características sérias, como a relevância econômica e o incentivo cultural locais são um bom começo para inserir de vez Pirenópolis no mapa.

Para isso, mãos à obra e atenção. Chega de “venha nós vosso reino”. O futuro da terrinha amada depende muito mais de fazermos a coisa certa na ‘hora do vamos ver’, mostrando que agora é hora de ser feita a NOSSA vontade. Amém.

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