Garrafas de Ouro em Pirenópolis

 em Pirenopolinidade

lenda_da_garrafa_de_ouro

Uma lenda bem conhecida pelos goianos, principalmente os pirenopolinos, é a da Garrafas de Ouro. Ela conta que na época de glória das minerações no Estado, muitos fazendeiros escondiam os ouros encontrados em garrafas de barro para fugir do alto imposto conhecido como o Quinto. Naquele período o Brasil ainda era colônia de Portugal, por isso, os impostos coletados eram entregues à coroa portuguesa.

Essa foi a melhor forma que os donos de minas encontraram de sonegar. Apenas eles sabiam o esconderijo das garrafas e grande parte deles as escondiam na própria residência. Quando se tratava de esconder o ouro, qualquer lugar da morada era válido: as paredes, o fogão a lenha, sob o assoalho, sobrava até para as jatobazeiros, árvores que, devido a seiva abundante da cicatrização, depois de perfuradas formavam o perfeito cofre natural.

A prática chegava aos ouvidos do povo e quando algum magnata da mineração falecia sem deixar herdeiros, várias pessoas se juntavam para demolir os casarões em busca das famosas garrafas com ouro, algo que tornou-se constante na cidade.

Um dos casos mais marcantes no folclore da região foi o acontecido com a Casa das 365 janelas. Construída pelo comendador Joaquim Alves de Oliveira, a partir do Castelo do Frota, a mansão foi tomada por pessoas de toda a área na esperança de encontrar alguma sobra de ouro.

Porém, nem tudo são flores, a lenda alerta sobre usar toda a fortuna encontrada. Segundo ela, apenas um terço do tesouro poderá ser gasto, caso contrário, a garrafa levará da pessoa o dobro. O que sobrar deverá ser doado à pessoas e/ou lugares carentes. A lenda é forte ainda hoje e quando uma pessoa enriquece rapidamente sem explicações, outras sussurram que, em algum lugar, uma garrafa com ouro foi encontrada.

 

Ah, e não esqueça de ficas por dentro das últimas notícias da cidade, aqui.

Esse post foi útil para você?

Clique na estrela para votar!

Classificação média da publicação 4.7

Seja o primeiro a votar!

Já que gostou ...

Que tal nos seguir nas redes sociais também?

Qual sua opnião?

morro_do_frotoConheça a história de Jarbas Jayme, primeiro genealogista de Goiás