Alguns porquês sobre a Festa

 em Colunistas de Pirenópolis

Alguns porquês sobre a Festa[dropcap]F[/dropcap]esta do Divino chegando e começa também aquela inquietação típica de todo pirenopolino. Quando a Páscoa fica para trás e o ventinho começa a ficar frio no entardecer, fico ansiosa, pensado na proximidade das comemorações, nas cores dos mascarados, na beleza das Cavalhadas e da força do Divino Espírito Santo.

Para quem é de fora, acredito que seja difícil entender essa fixação. Muitos já vieram me perguntar porque eu participo todos os anos, porque faço tanta questão em estar na cidade nessa época. Chegaram até a me questionar se não existiria possibilidade dos Cristãos (os de azul, como costumam falar) ganharem uma vez na disputa das Cavalhadas.

Como minha gente? Vamos mudar a tradição? A história?

Diante de fatos registrados pelo tempo, no idos de Portugal e territórios vizinhos, só me resta rir – ou melhor, sorrir -, de perguntas tão ingênuas. Se não há como apagar as Guerras Mundiais, mudar o fato do Brasil ter sido “descoberto”, também não há meios de modificar o final de nosso grande teatro.

Quando explico isso a meus amigos aqui de Goiânia e de outros lugares do Brasil, acabo encontrando a resposta para a primeira questão levantada, sobre minha paixão pela Festa. Ora, a tradição está em minhas raízes, no meu sangue. Faz parte do meu folclore e de minha história como cidadã.

A Festa do Divino – mas só a de Pirenópolis -, completa meus álbuns de fotografia, meu vocabulário, o imaginário na infância, e tudo aquilo que me define. Sou parte disso, parte da cidade, parte de mouros e de cristãos. É a cultura que me puxa, que me embebeda e que me prende tão gentilmente a essa linda terra.

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