Festa do DivinoÉ uma grande festa religiosa que cultua o Divino Espírito Santo. Chegou ao Brasil sob influência dos jesuítas e se espalhou por diversas regiões. Foi trazida a Pirenópolis na metade do século XVIII, havendo registros a partir de 1819. A festa movimenta, praticamente, toda a população pirenopolina e seus visitantes. Encanta por sua ornamentação, tradição e preservação dos fatos.


Sendo assim, é uma das festas populares mais tradicionais do Estado de Goiás. Esse festejo reúne diversas manifestações religiosas e folclóricas, como as “Cavalhadas de Pirenópolis“, a folia rural, novenas, missas, procissões, roqueira, mascarados, pastorinhas, congadas e apresentações de grupos folclóricos.


Inicia-se cinqüenta dias após a páscoa. São doze dias de festa, sendo o domingo, o dia mais apreciado. A festa, por ser uma das manifestações religiosas mais expressivas do Brasil, é a segunda, no país, a ser contemplada com o título “Patrimônio Histórico Oral Imaterial Nacional”, pelo IPHAN (Instituto Do Patrimônio Histórico Nacional).




A procissão do Divino

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Acompanha o Imperador até a Igreja Matriz ou à sua casa. Possui atitudes respeitosas à fé e algumas características, como as virgens, a banda, e a multidão que segue em cortejo.



A coroação

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Após a missa, é realizado o novo sorteio, que anunciará o Imperador da festa do ano seguinte. O padre estende a coroa para ser beijada por ambos os Imperadores (o atual e o sorteado para a próxima festa). Feito isso, o atual Imperador, retorna, em cortejo, à sua casa, onde, tradicionalmente, são distribuídas Verônicas de Alfenim e Pãezinhos do Divino.



Roqueira e Queima de Fogos

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De origem portuguesa, a roqueira é uma salva de tiros que imita o canhão roca. O ato tem a intenção de demonstrar a felicidade em saudar o Imperador. A tradicional queima de fogos, realizada no sábado do Divino, tem o mesmo objetivo.



Pastorinhas

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É a releitura de uma peça teatral toda em bailado, apresentada no teatro da cidade, que possui enredo narrativo sobre o nascimento de Jesus. Essa influência, vinda do nordeste do país, em 1922, faz parte da Festa do Divino desde então.



Dança do Congo

Manifestação cultural religiosa, de influência africana. É uma representação à catequese, que exalta o cristianismo e os santos da igreja, mesclando elementos da cultura africana. Seus personagens são masculinos, havendo três principais figuras: O Rei (que conduz um cetro), o Secretário e o Embaixador. A animação fica por conta dos cantos, dos batuques de tambores enfeitados com fitas e maracás.



Catira

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Conhecida também como cateretê, é uma dança folclórica de origem indígena. Os dançarinos se organizam em alas, posicionados frente a frente e marcam o ritmo, através das batidas dos pés e das mãos. A dança é dirigida por um cantor tocador de viola, um sanfoneiro e um tamborista.



Banda de Couro

Antiga orquestra dos negros, para louvar Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e São Benedito. Apresentada desde 1814, é formada por meninos que, após as novenas, saem pelas ruas em cortejo popular, tocando músicas folclóricas, ao ritmo de uma clarineta, caixas e tambores.

Alguns pontos importantes da Festa do divino

Folia do Divino

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Grande cortejo religioso de cavaleiros, que seguem de fazenda em fazenda, levando as Bênçãos do Divino, arrecadando verbas (esmolas) e convidando todo o povo para a festança. Os Cortejos acontecem quinze dias antes do domingo do Divino.

O Imperador do Divino

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Com o intuito de representar o rei e a corte lisbonense, é feito um sorteio para a escolha do Imperador. Algumas pessoas já foram sorteadas por mais de uma vez, sendo que todo pirenopolino que anseia ser o imperador e que se julga ter condições para realizar a festa, pode se inscrever sem distinções. O Imperador do Divino é uma das principais figuras da festa, bem como sua corte, e ainda hoje são seguidas as tradições como era feito na corte de Lisboa.

Coroa e cetro do Imperador

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São símbolos de extrema importância na Festa do Divino e motivo de honra para o Imperador que a ostenta no cortejo. Ambos foram produzidas em prata a pedido do Padre Emanuel Amâncio da Luz, quando foi Imperador.